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Edição de 30-07-2010

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Arquivo: Edição de 21-07-2010

SECÇÃO: Local

PSD não quer feira semanal fora do centro da Cidade

fotoAlteração do espaço foi aprovada por unanimidade em Outubro de 2006, estando a autarquia a adquirir os terrenos desde então.
O PSD voltou atrás na decisão de se transferir a feira semanal para a zona industrial. Luís Caetano comunicou recentemente, numa reunião de Câmara, que os agentes económicos «são contra a alteração da localização da Feira Semanal».
Frisou que a sua decisão, defendida na última campanha eleitoral, foi alterada após ter consultado a delegação de Seia do NERGA e também a Associação Empresarial da Serra da Estrela, pelo facto de a concentração de pessoas se efectuar no centro da cidade, «havendo dinamização do comércio local».
O vereador da coligação PSD/CDS-PP disse ainda que os transportes colectivos têm o seu terminal na Central de Camionagem e que «esse é mais um motivo a acrescentar ao facto de a feira semanal se dever manter onde está».
Lúcia Leitão referiu também «que as cidades precisam ter vida, que a evolução das cidades se traduziu no abandono dos centros, como é visível também em Seia e que as deslocalizações das actividades e das pessoas para fora das cidades leva ao envelhecimento e perda da dinâmica dos espaços mais centrais». Além disso, sublinhou, «o dia de feira dá outro dinamismo às actividades comerciais e serviços da cidade». A vereadora salientou que a intervenção no espaço da feira e espaços circundantes, mantendo aí o certame semanal, «foi um aspecto importante do programa da coligação» porque a população que vive no centro da cidade «é a mais envelhecida, sem automóvel, mas é também a mais frequentadora das feiras». Disse também que o espaço «divide fisicamente» a cidade, na parte mais antiga e na mais moderna, e que uma intervenção, naquela área, «enriquecia toda a cidade».
A tomada de posição dos vereadores surgiu na sequência da proposta apresentada pelo presidente da Câmara Municipal para a aquisição de «algumas parcelas de terreno» para a instalação da nova Feira. A parcela, com a área de 2.248 m2, vai ser adquirida a Agostinho Fernandes da Silva pelo valor de 7.868 euros.
Carlos Filipe Camelo referiu que o espaço onde actualmente se realiza a feira «não deve estar amarrado» a uma actividade que se desenrola uma vez por semana. Recordou que a transferência para a Zona Industrial de Seia, mais concretamente para os terrenos da zona adjacente à margem direita da ribeira de Maceira, o que implica a compra dos terrenos e edifícios da empresa “Manuel Rodrigues Gouveia, SA”, foi aprovada por unanimidade em Outubro de 2006 e surgiu após consulta à sociedade civil e às associações empresariais, a quem foram apresentadas cinco soluções.
Recorde-se que das cinco propostas apresentadas, só uma mereceu a unanimidade dos autarcas presentes na reunião. As restantes soluções sugeridas – margem esquerda da Ribeira da Corja (junto à subestação da EDP), traseira dos edifícios da Avenida Terras de Sena, zona confinante com a urbanização Pires Pinheiro e Rua de Quintela e junto à via de acesso à Escola Superior de Turismo Hotelaria (que só foram votadas por insistência dos vereadores do PSD) – obtiveram a oposição do executivo socialista e a abstenção dos eleitos do PSD.
Filipe Camelo anunciou que «brevemente será apresentada uma solução» que exemplifique a forma como o espaço ficará futuramente, salientando que a feira a ser deslocalizada «será em complementaridade» com o resto dos terrenos, nomeadamente em termos de lazer, espaços atractivos junto ao rio para onde poderão ser transferidos alguns eventos, como a FIAGRIS.
O presidente da Câmara Municipal realçou ainda o facto de o futuro local da feira, que foi “ensaiado” nos certames de 23 e 30 de Junho, ser dotado de boas acessibilidades e espaços de estacionamento, uma vez que muitos dos seus utilizadores são oriundos das diversas freguesias do concelho.
Com a decisão da autarquia em adquirir mais uma parcela de terreno, cuja proposta foi aprovada por maioria, com a abstenção dos vereadores da coligação, aumenta a “bolsa” de espaços que a Câmara já possui no local, nomeadamente o local da antiga estação de tratamento, os espaços que sobraram depois da construção dos depósitos do gás natural e os terrenos e edifícios da MRG.
Refira-se que a Câmara Municipal sempre defendeu que «o melhor terreno da cidade» não pode estar condicionado com o facto de ali se realizar a feira semanal, chegando a encomendar propostas para uma utilização futura a conceituados arquitectos do País, nomeadamente Tomás Taveira, Souto Moura e Fernando Sá, mas nunca as apresentou publicamente. Na «nova centralidade» que o então presidente Eduardo Brito referiu por diversas vezes, citava como exemplos o Fórum de Aveiro, o de Viseu e o Palácio do Gelo, dando a entender que defendia este «tipo de investimentos multifacetados e polivalentes que atraem outras áreas de negócio».






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