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Arquivo: Edição de 16-10-2017

SECÇÃO: Sociedade

Municípios apelam à moderação no consumo de água

Falta de água obriga câmaras a adotar medidas de contenção
Falta de água obriga câmaras a adotar medidas de contenção
Vários municípios da região estão a tomar medidas para incentivarem os habitantes a moderarem os consumos de água.
Em Fornos de Algodres a Câmara fechou temporariamente a piscina municipal e vai realizar uma campanha de sensibilização junto da população a apelar para a poupança de água.
Segundo o autarca Manuel Fonseca, «tendo em conta o que se tem dito relativamente a previsões de falta de água», o município de Fornos de Algodres, no distrito da Guarda, decidiu tomar medidas para acautelar a situação. «[A piscina municipal foi encerrada temporariamente] porque [com o seu funcionamento] há sempre perdas de água. Como tal, entendemos que não estão reunidas as condições para que continue aberta, uma vez que a opção é satisfazer as necessidades básicas da população», justificou.
Para além do encerramento da piscina, o presidente adiantou que «não estão a ser regados os jardins públicos» e que a autarquia vai fazer uma campanha de sensibilização junto da população para que poupe água e a use «com sabedoria».
Manuel Fonseca explicou à Lusa que o abastecimento público de água no concelho de Fornos de Algodres é feito pela empresa Águas do Vale do Tejo, que tem sede na Guarda, mas que algumas nascentes locais «estão a ficar completamente no limite». Os depósitos das povoações de Forcadas, Queiriz e Vila Ruiva já estão a ser abastecidos pelas cisternas dos Bombeiros Voluntários de Fornos de Algodres, uma vez que «os sistemas [de abastecimento de água] habituais não existem», apontou.
O autarca admite a possibilidade de «falar» com os autarcas dos restantes municípios servidos pela empresa Águas do Vale do Tejo, para que, em conjunto, possam ser tomadas medidas de poupança de água nos territórios.
Também a Câmara de Nelas apela à moderação do consumo de água neste «período de seca excepcional», avisando que o abastecimento através da Barragem de Fagilde só está garantido durante mais 30 dias. Numa informação colocada no sítio da Internet da autarquia e divulgada à comunicação social, o município refere que, juntamente com as Câmaras de Viseu, Mangualde e Penalva do Castelo e o Governo «se estão a promover todas as medidas necessárias a minimizar as consequências de falta de água».
A Câmara de Viseu intensificou a redução de consumos públicos de água, diminuindo ou suspendendo o funcionamento dos sistemas de rega no concelho, atendendo ao período de seca severa que se vive. O município apela aos munícipes e aos responsáveis dos serviços municipais, das indústrias e comerciantes, das escolas e da hotelaria que se empenhem em fazer «um consumo especialmente racional e consciente da água pública no actual momento».
A autarquia já tinha adoptado, no final de Julho, um plano municipal de contingência para diminuir consumos de água, atendendo a que a disponibilidade de água na barragem de Fagilde já estava a ser afectada devido à seca.

Nova barragem para abastecimento

O executivo camarário de Viseu tem insistido «na urgência e prioridade do aumento da capacidade de armazenamento da albufeira de Fagilde», que por várias vezes foi comunicada ao Estado, e na construção da nova barragem no Vouga, um projecto que junta os municípios de Viseu, Mangualde, Nelas, Penalva do Castelo, Sátão, Vila Nova de Paiva, Vouzela e São Pedro do Sul.
A 11 de Setembro, esses oito municípios celebraram um acordo para a constituição de uma empresa intermunicipal de abastecimento de água e saneamento que permitirá, até ao final do ano, apresentarem uma candidatura a fundos comunitários. O objectivo é criar condições para a realização de investimentos estruturantes no sistema de armazenamento, tratamento e distribuição de água. Entre eles estão o reforço da capacidade da barragem de Fagilde, a construção futura da barragem do Vouga e a sua exploração eficiente e integrada.
As previsões meteorológicas apontam em Outubro, segundo o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, para temperaturas acima dos valores médios e quantidade de chuva abaixo da média, fazendo antever que, até Dezembro, a quantidade de água armazenada nas albufeiras continue «abaixo dos valores médios».

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