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Arquivo: Edição de 15-09-2017

SECÇÃO: Entrevista

Entrevista a Fabíola Figueiredo, candidata do PSD à Câmara de Seia
Para Fabíola Figueiredo, «o concelho tem passado ao lado de médios e grandes investimentos nas várias áreas, como o turismo, recursos endógenos e novas tecnologias»
Para Fabíola Figueiredo, «o concelho tem passado ao lado de médios e grandes investimentos nas várias áreas, como o turismo, recursos endógenos e novas tecnologias»
«O Município, não tendo visão nem ambição, continua a insistir numa estratégia, basicamente eleitorialista, de trabalho precário»

Como se propõe a alterar o facto de o concelho de Seia ser dos Municípios do país que mais gente tem perdido?

Este é um concelho com um despovoamento alarmante a cada ano que passa. Não só na sede do concelho, mas nas diversas localidades do concelho, este é um facto inegável. É desolador verificarmos que as nossas aldeias estão simplesmente a desaparecer. E a natalidade não acompanha os índices elevados de mortalidade e emigração. Famílias numerosas são uma raridade e os apoios a estas escasseiam, a não ser em época eleitoral, em que o encaixe financeiro miraculosamente surge. Custos da água, que era nossa? Custos do IMI?... Uma barbaridade.
As pessoas das diversas gerações valorizam cada vez mais o que um Município lhes pode propiciar ao nível das diversas áreas da qualidade de vida (como a saúde, habitação e custos inerentes, segurança, protecção e condições no local de trabalho, cultura, desporto, ambiente, vias e meios de comunicação, apoios sociais, justiça, educação…) e aqui estas têm manifestamente vindo a degradar-se. Sendo que o prosperar da economia, o emprego e o empreendedorismo não têm encontrado neste concelho terreno fértil para as pessoas desenvolverem negócios próprios ou se empregarem, a emigração e migração interna é infelizmente uma realidade que os dados não desmentem e que se não forem tomadas medidas urgentes como desenvolvimento de programas de captação das pessoas que saíram, nomeadamente das novas gerações, programas de emprego sénior, adequação de taxas e incentivos mais motivadores à fixação de novas empresas e Instituições, futuramente os dados serão ainda mais preocupantes.


A oposição vem criticando sistematicamente a gestão autárquica de ausência de estratégia, salientando que não se conhece nenhum eixo ou iniciativa de desenvolvimento. Quais são as suas propostas nestes domínios?

O concelho perdeu ao longo dos anos toda uma matriz de produção primária, nomeadamente a nível industrial, que condiciona muito do seu desenvolvimento. A empregabilidade a este nível é extremamente reduzida e a capacidade de captação e novas empresas com mão-de-obra mais qualificada tem de existir, a par de uma promoção das designadas profissões “de mão”. Desta forma, é estrategicamente relevante apoiar e trabalhar em rede e de forma integrada com as Instituições de ensino existentes no concelho (ensino profissional, secundário, básico, universitário, conservatório,…), assim como com as organizações turística e o próprio Centro de Emprego, cujo poder decisório tem de ser novamente reivindicado para o nosso concelho. Igualmente estabelecer parcerias nacionais e internacionais a vários níveis é essencial, de modo a permitir um maior compromisso de empregabilidade local, inclusive através de projectos locais propostos por esta rede de entidades integrantes e aumentar o número de oferta educativa aos vários níveis, que tem vindo a decrescer em número de cursos e inclusivé em número de estabelecimentos de ensino.
Reorganizar a Zona Industrial da Vila Chã de forma mais atractiva e inovadora, quer a nível de espaço quer na aposta de novos recursos e incentivos, a par da requalificação de várias zonas no concelho que podem ter alguma funcionalidade nesse sentido é um igualmente um ponto estratégico importantíssimo. Por exemplo, a baixa da taxa do IRC tem de ser uma realidade! A renegociação do alcance e força de cobertura das redes móveis e terrestres com a PT/Altice é essencial para o tecido empresarial, a par das acessibilidades.
Criar uma incubadora de empresas é uma necessidade urgente, de forma a criar valor dentro do nosso concelho e existem vários locais na cidade de Seia que podem ser úteis nesse sentido, de forma centralizada.
Os nossos empresários locais, com investimentos de diferentes dimensões são todos escutados e de forma regular? As Associações que os representam são tomadas na devida conta? Sabemos que esse acompanhamento não é tido e têm de ser criados mecanismos para que tal aconteça e existir acima de tudo uma disponibilidade sempre presente para as suas dificuldades e propostas.
E como um concelho se compõe do desenvolvimento em várias áreas, as apostas devem dirigir-se igualmente para uma forte aposta forte, reagregando o nosso Hospital a outra unidade, aumentando assim o número de cirurgias e consultas, sendo igualmente estas mais diversificadas, dotando os nossos cuidados de saúde primários de mais recursos humanos e físicos, atraindo investimento ao nível dos cuidados paliativos, cuidados integrados, cuidados de saúde mental, cuidados à população sénior e inclusivamente unidades de saúde privadas.


Como pretende recuperar a influência que Seia perdeu na região Centro?

A Câmara Municipal tem de apostar numa forte e incisiva promoção da imagem do seu concelho, de forma a recuperar importância em áreas tão fulcrais como a economia, emprego e empreendedorismo e turismo.
Como já por diversas vezes o afirmei publicamente, um Presidente de Câmara tem de sair do seu concelho e “vender” as mais valias em várias áreas deste a potenciais investidores.
Simultaneamente, é necessária e urgente a revisão de todo um conjunto de critérios que atraiam e incentivem ao investimento, pois basta olhar para concelhos limítrofes e verificar que a forma como o fizeram têm levado à implementação regular de várias empresas e Instituições geradoras de emprego e promoção local. O concelho tem passado ao lado de médios e grandes investimentos nas várias áreas, como o turismo, recursos endógenos e novas tecnologias, por um desinvestimento numa promoção acutilante, inovadora, séria, responsável e persistente, que nos possa diferenciar afirmativamente.


Como vê Seia no Contexto da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela?

Vejo com preocupação, dado que o segundo maior concelho do Distrito continua sem se conseguir afirmar numa CIM em que deveríamos desde sempre ter assumido posições de efectiva capacidade decisória e de influência. Temos sido ao longo de anos subjugados por interesses políticos de outras cidades do distrito, nomeadamente pela sua capital, entre as quais deveria haver cooperação conjunta reforçada de forma a caminharmos em direcção a um todo maior que cada um: afirmação de uma região.
A continuidade da presença nesta CIM e a existir, em que moldes, é uma matéria que tem de ser alvo de devida reflexão, de forma aprofundada e conjunta. Até porque o nível de proximidade com concelhos fora do nosso distrito obriga estrategicamente a que esta se faça e com celeridade.


Qual é a sua estratégia para a crescente população envelhecida e para o aumento da vulnerabilidade por parte desta?

A fatia da população envelhecida continua a elevar-se no nosso concelho e há que criar os necessários mecanismos para a proteger e apoiar, de forma a que, se possível, possam inclusive permanecer mais tempo nos seus lares.
A solidão de grande maioria destes é uma realidade cada vez mais crescente devido ao desmembrar das suas famílias, das quais tantos membros se vêem obrigados a ir em busca de melhores condições de vida, o que os torna excepcionalmente vulneráveis a vários níveis, como a saúde e a segurança.
A Câmara Municipal tem de criar uma Unidade de Apoio com uma equipa multidisciplinar, que englobe profissionais de saúde e segurança que se desloquem e monotorizem regularmente as condições de conforto/apoio/segurança e independência/autonomia da população desta faixa etária dentro das suas residências.
Simultaneamente há que procurar fazer um acompanhamento mais rigoroso das condições oferecidas a esta faixa etária pelas diferentes Instituições, trabalhando em rede com estas e promover a captação de mais ofertas a este nível, de diversas índoles.


Seia está a divergir daquele que é neste momento o principal motor da economia nacional, o Turismo. Como se propõe a alterar esse facto?

O Turismo é uma tendência, mas tal não significa destino. Se assim fosse, dadas as mais valias do nosso concelho, este estaria cheio de pessoas a visitá-lo durante todo o ano. No entanto, tal não se verifica e há que tomar medidas efectivas para a obtenção de resultados a médio e longo prazo.
A criação de um Plano Estratégico a nível do Turismo é essencial e urgente, com equipas preparadas para a sua divulgação contínua e ampla a nível nacional e internacional, sendo que a presença do Município nas Feiras de Turismo a estes níveis é um ponto-chave.
A Escola Superior de Turismo tem de ter um apoio da Câmara Municipal contínuo e reforçado. E procurar em conjunto propiciar empregabilidade local dos técnicos especializados saídos desta Instituição, o que colmataria um défice assinalável a este nível e atrairia simultaneamente mais alunos a esta Instituição, a par do consequente desenvolvimento local.
Temos de efectuar eventos de grande abrangência, que se tornem marca própria, como uma Feira de Turismo, Indústria e Actividades Rurais. O que implica que os eventos festivos existentes, na sua localização e concepção, tenham de ser rapidamente revistos e onde as nossas tradições e costumes têm de assumir um papel central.
O Município tem de estar continuamente empenhado na procura de apoios europeus para projectos diferenciadores e sustentáveis do lado de cá da Serra da Estrela e igualmente informar e apoiar devidamente quem individualmente os queira requerer e aplicar no concelho. Chalés de Montanha, por exemplo, que são tão apreciados, porque não serem do nosso lado construídos? Aliás, a oferta hoteleira, direcionada para os diversos públicos, tem de ser alargada e recuperados os edifícios já existentes para esse fim. Outra questão fulcral… o que se passa com o edifício destinado a um Hotel na zona do Centro Escolar? Perguntas inquietantes para todos e que requerem respostas e já.
Outra questão chave é o Aeródromo de Seia. Adaptarmo-nos à realidade existente e cada vez mais futura, promovendo a existência de voos comerciais a partir deste, é uma questão estratégica central.
Relativamente à questão da Serra da Estrela, tem de passar a existir a devida coordenação da acção do Centro de Limpeza de Neve com o nosso Município, assim como promover a existência de transporte colectivo para a Torre, através de Seia e Sabugueiro, com paragem em pontos de interesse paisagístico, cultural e comercial.
Como é possível que um concelho ainda não tenha uma cidade preparada para a circulação ágil e segura de pessoas com incapacidade? O que também a nível turístico se reflecte.
Mais actividades localizadas no concelho, e dentro da cidade de Seia de forma mais localizada, alusivas à nossa região e devidamente concertadas, que consigam atrair e fixar turistas nas diversas épocas do ano. Os nossos Museus e colectividades devem ser devidamente englobados.
Valorizar e promover o comércio local, com particular incisão no direcionado para os produtos endógenos é outra aposta a ser feita, ouvindo os nossos comerciantes e os nossos empresários turísticos regularmente e procurando resolver a questão gritante do estacionamento local.
Outras importantíssimas apostas, de uma forma sustentável, integrada e criativa são o Turismo na vertente Religiosa, de Saúde, de Altitude, Social, Voluntário, Arqueológica, Gastronómica e Ambiental, onde em todas possuímos potencialidades tremendas.


Seia perdeu a gestão das Aldeias de Montanha e perdeu igualmente influência na gestão do projecto sendo acusado de desinteresse e até inércia. Como vê a futura interacção da autarquia e da ADIRAM?

À semelhança do que acontece em várias áreas. A influência será basicamente nula depois da decisão de passarmos a sua direcção a outro concelho.
Tal acontece numa autarquia sem visão, que se autodiminui diariamente, sem ambição e que não está virada para o futuro de uma forma global. Iniciámos um projecto, que temos necessariamente de liderar em colaboração com quem o engloba.
Continuamos sem verificar os postos de trabalho com a criação desta Associação, tal como era um dos seus objectivos. O turismo também não foi devidamente incrementado, assim como não há uma devida promoção das nossas Aldeias de Montanha a nível nacional e internacional, tão ricas em potencial turístico diferenciador inclusive pelo tipo de público que podem abranger. Por exemplo, o CISE deve ser um parceiro central nesta questão. Um equipamento que tem sido tão subvalorizado e que encerra um potencial dinamizador imenso a este e outros níveis.


Numa altura em que Seia regista os piores níveis de desemprego das localidades vizinhas da sua escala, como se propõe a alterar esse facto?

O Município continua a insistir numa estratégia, basicamente eleitorialista, de trabalho precário. Sendo que tal traduz a importância momentânea devida, não traduz a médio longo prazo a fixação das pessoas necessárias, como se constata com o sucessivo aumento da emigração e migração interna e na degradação do nível de vida das pessoas aqui residentes (inclusive situações de pobreza assinaláveis).
Este é um concelho De e para Algumas famílias, não existem efectivas oportunidades iguais de realização pessoal e profissional. E para tal mudar são precisas na liderança do Município pessoas com percurso próprio, não dependente do carreirismo político instalado e enraizado, que possuam voz própria.
As novas gerações, com o necessário equilíbrio e valores mais antigos, terão que assumir um papel preponderante nesta mudança, fazer finalmente a diferença! É neles que reside o futuro do desenvolvimento do concelho de Seia. Não se podem render nem resignar, todos somos responsáveis! Devem propôr e criar, investir na sua formação e trazer novas valências para criar valor na sua terra e o Município tem de apoiar e incentivar devidamente. Assim como quem se encontra fora, é urgente ir ao seu encontro e encontrar formas concertadas e construtivas de esta camada poder voltar e investir na sua terra, onde tantos laços ainda detêm.
Um passivo enorme que este Município detém: Como se continua a não ver criação de emprego estruturante e com capacidade de aumentar a sua população residente? Como está efectivamente a ser gerido o dinheiro público e em que direcção? O rigor e a transparência financeiro tem de ser efectivamente um pilar basilar no poder local, devidamente auditado anualmente por organismos públicos e a população devidamente informada e envolvida neste processo.


Todos os presidentes de Câmara querem atrair emprego e empresas. Como irá fazer diferente se for eleito?

Nas últimas eleições a abstenção rondou os 42%. Incisivamente nas camadas mais jovens. Alguns por um desinteresse não desejável, mas a maioria por ter deixado de acreditar que a política no concelho pudesse ter outro rumo e porque, entre vários factores, não acreditar na capacidade de captação de investimento do concelho por quem nos governa.
Quando temos uma Câmara Municipal como maior empregadora do concelho está tudo dito. O investimento privado é muito reduzido. Não é um concelho atractivo, num mundo global.
Exige-se que o novo se alie ao tradicional. Quem lidera actualmente um Município tem de formar equipas em direcção ao Futuro, não esquecendo os ensinamentos do passado. Tem de ter a humildade de escutar, aliada a uma capacidade de se adaptar e ser pró-activo.
O mundo está actualmente muito exigente e quem exerce cargos, nomeadamente políticos, em que a capacidade de decisão está presente diariamente, tem de estar preparado. Desta forma, tem de sair e ir em busca de oportunidades para o concelho que representa. Tal exige que pense e delineie em conjunto com os parceiros locais afectos à área empresarial um plano estratégico global e audacioso de atracção de investimento e que se dedique a concretizá-lo com persistência e perspicácia.
Lisboa, as capitais europeias, as capitais mundiais não vêm ter connosco. Nós temos de ir ter com elas. E provar com dados concretos que somos um território em que vale a pena investir, em que vale a pena apostar.


Quais os seus eixos estratégicos de actuação para o mundo rural?

O mundo rural, nas suas várias vertentes, continua a ser um eixo central no nosso concelho. A reflorestação da Serra da Estrela tem de ser uma realidade. Igualmente devem ser criadas mais equipas de sapadores para manutenção e vigilância desta área ambiental e diminuir assim o risco de incêndios que tantas vezes nos assolam. Igualmente os proprietários devem ser cooperantes nesse sentido e serem reforçados mecanismos para que esta parceria seja mais efectiva.
A criação de uma área vinícola no nosso concelho, para começarmos a produzir e a distribuir a nossa marca, é uma actividade que se pode revelar muito diferenciadora.
Apoiar a nossa pastorícia, actividades agrícolas, actividade dos lactinícios e actividades diferenciadoras ligadas às artes manuais, como o Burel, é uma aposta que tem de se tornar permanente. Não podemos ter medo de afirmar o que nos torna diferente!
A informação dos diversos apoios monetários nacionais e internacionais tem de chegar de forma célere e desburocratizada à população que queira investir nesta área, dentro e fora do concelho.
Algo importante e a referenciar aqui é a questão dos transportes entre as localidades, que em época de férias escolares deixam, basicamente, de existir e que se traduz num maior isolamento da população das aldeias mais distantes e com características mais rurais, do centro.


Acessibilidades e Saúde voltam a estar na ordem do dia, mas o que é certo é que tudo continua na mesma. Não é tempo de Seia "dar o murro na mesa" e exigir do Governo estradas em condições e melhores cuidados de saúde?

Não é apenas agora o tempo, já o é há muito! Relativamente à questão da Saúde, que me é muito cara enquanto profissional de saúde, neste caso médica, os factos são inegáveis. O Partido Socialista literalmente vendeu o nosso Hospital ao Hospital da Guarda (hoje Unidade Local de Saúde a que pertencemos), nunca tendo ao longo do tempo os diversos executivos, sejam eles os que têm governado a nossa Câmara Municipal, quer os membros que têm representado a oposição, tido coragem e interesse em procurar reverter a situação.
Ou seja, o nosso Hospital tem de ser urgentemente agregado ao Hospital de Viseu (Hospital de São Teotónio), quer pelas características deste último, quer pelos diversos indicadores de morbilidade e mortalidade que estão comprovados estatisticamente. Além da distância para um mais rápido e eficaz atendimento ser significativamente menor.
Temos de levar igualmente os cuidados de saúde às nossas aldeias mais longínquas com uma unidade móvel, de forma regular e com uma equipa multidisciplinar. E reforçar o nosso Centro de Saúde e suas extensões com mais recursos humanos e mais e melhores recursos físicos.
A questão das acessibilidades dentro do nosso concelho, para o nosso concelho e inclusive para a própria Serra da Estrela, é realmente de suma importância, pois a sua qualidade ou inexistência continua a afastar potenciais investidores e eventuais pessoas que queiram cá fixar a sua morada, mesmo os que trabalham em concelhos diferentes. Deve ser encarada de forma responsável e com a devida avaliação do que nos é mais favorável efectivamente fazer concretizar.
A verdade é que igualmente nesta questão não temos visto qualquer resultado. Têm de existir a capacidade de estabelecer várias alianças e um Compromisso e quem representar este Município tem de assumir um papel central e não secundário, com a coragem, energia e tenacidade necessárias. Se uns conseguem porque não conseguimos nós? Atitude, firmeza, determinação e persistência exigem-se!
As pessoas têm de estar no centro da decisão de quem está em cargo públicos. É seu dever devolver-lhes a esperança na capacidade de mudar e realizar! Porque é possível e depende de Todos nós! Mas para tal têm de se rever em líderes trabalhadores e empenhados, com visão, dignos, com carácter, que não reneguem os seus percursos, inclusive dentro da política em prol de interesses puramente pessoais, e que acima de promessas e promessas, façam, concretizem, lutem em conjunto por um bem maior: quem servem, a população!


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