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Arquivo: Edição de 15-09-2017

SECÇÃO: Local

Freguesia de Carragozela e Várzea de Meruge vai processar PAN por causa do jogo da “morte do galo”

Actividade decorreu com normalidade
Actividade decorreu com normalidade
A União de Freguesias de Carragozela e Várzea de Meruge, em Seia, vai processar o PAN - Pessoas-Animais-Natureza pela denúncia relacionada com a alegada "morte do galo" nas festas locais.
Em carta enviada ao deputado e porta-voz do PAN, André Silva, o presidente da União de Freguesas, João Barreiras, refere que a autarquia «exigiu a retratação pública e o desmentido» da situação «num prazo limite de 48 horas», através dos meios utilizados para efectuar a denúncia. Como isso não aconteceu, a autarquia vai processar André Silva e o PAN por difamação, «apesar de sabermos que vamos esbarrar na imunidade parlamentar que o senhor deputado tem, mas tudo iremos fazer para que reponha a verdade e de alguma forma dizer que foi um lapso, foi um engano», disse João Barreiras aos jornalistas no dia em que decorreu mais uma tradição da “morte ao galo”.
“Galo humano” foi “fortemente agredido” pelas crianças
“Galo humano” foi “fortemente agredido” pelas crianças
Trata-se de um jogo que consiste apenas em acertar num ovo, de olhos vendados, obtendo como prémio um galo vivo, tradição que contrasta com a denúncia do Partido dos Animais.
A Comissão de Festas respondeu com ironia à denúncia do PAN e no recinto do jogo entrou um adulto vestido de galo que foi “fortemente agredido” com balões por parte das crianças, que são quem dá vida ao típico jogo tradicional.
Recorde-se que o partido anunciou no final de Agosto que pretendia impedir a prática da "morte do galo", anunciada para as festas do Santíssimo Sacramento, em Várzea de Meruge, que decorreram de 8 a 11 de Setembro. Em comunicado, o PAN refere que a prática, em que o galo «é agredido sucessivamente com um pau até morrer», foi denunciada junto do Ministério Público, da Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) e da Câmara Municipal de Seia.
A autarquia de Seia esclareceu em comunicado que «a prática denunciada pelo PAN trata-se, na realidade, de uma tradição que consiste em partir um ovo com um pau, de olhos vendados, sendo o galo (vivo) o prémio para quem conseguir tal proeza».
A autarquia comprova a tradição da aldeia de Várzea de Meruge com um vídeo onde se vê um jogador, de olhos vendados, a tentar acertar com um pau num ovo que está colocado no solo. «A denominada “morte do galo” é uma tradição das Festas do Santíssimo Sacramento que ocorre na localidade de Várzea de Meruge e que apenas no nome remete para a morte de um animal», sustenta na nota.
Apesar de o Município de Seia esclarecer que a "morte do galo" consiste em partir um ovo com um pau, o PAN - Pessoas-Animais-Natureza mantém a denúncia. «A denúncia mantém-se e as entidades competentes farão aquilo que entenderem e os órgãos de polícia civil farão a sua fiscalização», disse André Silva, deputado e porta-voz do PAN.
Na carta enviada ao PAN, o presidente da União de Freguesias de Carragozela e Várzea de Meruge esclarece que, como entidade responsável pela promoção do evento, a Junta teria de emitir o respectivo alvará e «nunca permitiria tal prática atentatória contra o direito dos animais e contra a Lei». Explica que o jogo em causa «nada mais é do que algo inofensivo e onde os intervenientes, na sua quase generalidade crianças, de olhos vendados e com um pau na mão, tentam partir um ovo, sendo que aquele que o conseguir obtém como prémio um galo vivo».
O autarca João Barreiras garante ainda que o jogo, como é descrito pelo PAN, «nunca foi praticado na Freguesia» e «especificamente na localidade de Várzea de Meruge».

PAN mantém denúncia

O porta-voz do PAN, André Silva, disse à Lusa que a denúncia foi feita porque o cartaz das festas de Várzea de Meruge refere a actividade da "morte do galo" e diz ter conhecimento «que na região, num passado mais distante e mais recente, ocorre o entretenimento original que consiste em fazer» o que é denunciado no comunicado. «Coisa diferente é uma segunda versão do jogo, que supostamente alegam agora que é essa versão» que é praticada naquela aldeia, observa.
O responsável diz que o partido tem testemunhas de pessoas da freguesia e do concelho de Seia que asseguram que, «de vez em quando», esta prática «ainda é feita com um galo». «Com base em testemunhas e com o cartaz» da festa deste ano onde é publicitado o jogo da "morte do galo", o PAN entendeu que «há fortes suspeitas de que pode ocorrer» a prática original e «há suspeitas de que pode haver um crime contra o animal», daí ter feito a denúncia.
André Silva alega que os organizadores das festas, não utilizando o animal, terão «então que esclarecer no cartaz aquilo que efectivamente vão fazer». «Havendo já antecedentes desta prática e usando no cartaz apenas [a referência] “morte do galo”, levanta suspeitas», rematou.
Para o porta-voz do partido, havendo antecedentes, os promotores «têm de ter cuidado na forma» como publicitam o jogo. «Se, de facto, a organização das festas e a Junta decidiram que este ano o jogo da “morte do galo” não inclui o animal e não tem sofrimento, só temos de nos congratular com isso. Quem não quer ser lobo que não lhe vista a pele e, havendo antecedentes, há suspeição e suspeita e nós temos que actuar e denunciar», conclui.

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