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SECÇÃO: Cultura

CineEco decorre até dia 17 de Outubro
«Seia é o epicentro da educação e preservação ambientais»

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A 21ª edição do CineEco arrancou no sábado passado com a ante-estreia em Portugal do filme "A hora do lobo", de Jean-Jacques Annaud, numa sessão de abertura que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Seia, Filipe Camelo, do presidente da Endesa Portugal, Nuno Ribeiro da Silva, e do director do Festival, Mário Jorge Branquinho.
Na ocasião, o presidente da Endesa Portugal, empresa responsável pela construção do aproveitamento hidroeléctrico de Girabolhos e também principal patrocinadora do CineEco, realçou a importância do evento, descrevendo-o enquanto uma iniciativa prestigiada, «um nicho e uma referência à volta das questões ambientais». A este respeito, Nuno Ribeiro da Silva frisou o facto de «a energia e o ambiente serem duas faces da mesma moeda», reafirmando a constante preocupação da Endesa na minimização dos impactos ambientais, «no âmbito do nosso compromisso de responsabilidade social».
No uso da palavra, o presidente da Câmara reafirmou a importância crítica do festival ao longo dos 20 anos de existência, no conciliar do desenvolvimento com a preservação ambiental e a valorização dos recursos naturais e enquanto «peça importante da estratégia de afirmação de Seia enquanto pólo turístico, científico e pedagógico». Filipe Camelo destaca o facto de Seia ser desde há 20 anos «o epicentro da educação e preservação ambientais», um factor que visa a consagração e a promoção da Serra da Estrela.
«É inquestionável que Seia se destaca pela qualidade dos seus indicadores ambientais e urbanísticos, procurando ser mais eco-eficiente e sustentável tornando-se, ela própria, um modelo em matérias ambientais. Importa agora colocar a preservação do ambiente e dos recursos naturais sobre uma nova perspectiva, não só de salvaguarda de valores ambientais, mas também de valores sócio-económicos de primordial importância para a sustentabilidade das actividades humanas deste território», salientou o autarca.
Para Filipe Camelo, a valorização dos recursos naturais «deverá ser promovida através da introdução ou consolidação de actividades económicas com capacidade de converter a preservação ambiental em mais-valias (emprego e rendimento) para a comunidade local». Afirma ser esse o caminho que a Câmara está a trilhar, «tendo bem presente o desafio de conciliar desenvolvimento com preservação ambiental», prometendo a organização do CineEco, «continuar a contribuir fortemente para mudanças organizacionais, sociais e culturais, em torno da preservação do ambiente».
Com uma selecção constituída por 80 filmes de 20 países, repartidos pelas várias competições: Internacional de Longas e Médias, Internacional de Curtas, Lusofonia de Longas e Médias, Lusofonia de Curtas e Documentários e Séries de Televisão, Panorama Regional, Sessões Especiais e Panorama Infantil, Mário Branquinho salientou que o CineEco «cumpre uma vez mais uma espécie de serviço público no que respeita à educação ambiental».
De entre os vários filmes em competição, destaque para as longas-metragens que advogam as várias ramificações da crise ambiental mundial: a necessidade mudar o nosso estilo de vida (‘Todo o Tempo do Mundo’, de Suzanne Crocker, Canadá ou ‘Alternativa (com Legumes)’, de Anne Closset, Bélgica e ‘Centro Comercial Cidade’, de Ulli Gladik, Áustria/Croácia), a necessária substituição dos combustíveis fósseis (‘Gelo Negro’, de Maarten van Rouveroy van Nieuwaal, Holanda/Rússia), biodiversidade (‘Contenção’, de Peter Galison & Robb Moss, EUA), água, energia e resíduos, (‘Planetário’, de Guy Reid, Reino Unido/EUA e ‘Em Movimento’, de Ellard Vasen, Holanda), poluição do ar (‘Mal do Mar’, de Matteo Bastianelli, Itália), tecnologia (‘Procurar Desesperadamente uma Zona Limpa’, de Marc Khanne, França), as catástrofes naturais provocadas pelas alterações climáticas (‘Paraíso’, de Nash Ang, Filipinas).
O CineEco, que este ano se inspira nos temas abordados na Encíclica do Papa Francisco, - “Laudato Si, Sobre o Cuidado da Casa Comum”, relativa às questões ambientais, decorre até ao próximo sábado, dia 17, data em que se conhecerão os filmes vencedores.

Alterações Climáticas em debate no CineEco

A antecipar a cerimónia de encerramento do CineEco, que se realiza às 21h30, vai ter lugar, a partir das 14h30, no CISE – Centro de Interpretação da Serra da Estrela, a Conferência Nacional Sobre Alterações Climáticas. A conferência contará com as intervenções de Francisco Ferreira (Quercus), Manuel Felício (Bispo da Guarda) e Filipe Duarte Santos (Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa), sendo moderada por Francisco Teixeira (Agência Portuguesa de Ambiente – APA).
Portugal é um dos países que terá impactes significativos decorrentes das alterações climáticas, desde a subida do nível do mar, que afectará os municípios do litoral, ao aumento da temperatura e à maior frequência e intensidade de cheias e secas. Em resposta a esta problemática, no âmbito do projecto ClimAdaPT.Local, estão a desenvolver-se Estratégias Municipais de Adaptação às Alterações Climáticas em 26 municípios portugueses, entre os quais Seia. Partindo destes pressupostos, entende-se que o CineEco, como único festival de cinema em Portugal dedicado à temática ambiental, possa dar o seu contributo para a reflexão que se impõe no debate sobre ambiente e alterações climáticas.

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