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SECÇÃO: Desporto

Volta a Portugal comemora República
Ciclistas percorrem montes da Estrela dia 12 de Agosto

Joaquim Gomes tem a responsabilidade de dirigir a organização de um evento de forte identidade nacional
Joaquim Gomes tem a responsabilidade de dirigir a organização de um evento de forte identidade nacional
A Volta a Portugal Lagos Sports em Bicicleta, uma das mais antigas do mundo, regressa à estrada de 4 a 15 de Agosto. Tal como a República, em Portugal, também o ciclismo é centenário remontando aos alvores do espírito republicano, a grande devoção que os portugueses sempre têm denotado para com a modalidade. A Volta só chegou em 1927, mas, desde então, ocupou lugar de mérito no imaginário de todos que, ano após ano, associam o fenómeno da Volta à chegada do Verão e do mês de Agosto em particular.
A Volta 2010 irá percorrer 1613,5 Km ao longo de 11 dias de competição repartidos por dez etapas e um prólogo que terá Viseu como cenário. A cidade de Viriato que nos últimos anos foi palco da comemoração dos vencedores assistirá, desta vez, a 4 de Agosto, às primeiras pedaladas da prova. Lisboa que no ano anterior regressou à Volta será, por sua vez, duas semanas depois, protagonista da cerimónia final de consagração ao receber a última etapa.
David Blanco, corredor espanhol vencedor da Volta a Portugal em 2009, é actualmente o estrangeiro que mais vitórias alcançou na rainha das competições velocipédicas nacionais. Blanco já conquistou por três vezes a Volta a Portugal e rivaliza de perto com Marco Chagas, recordista da prova, com quatro triunfos, o título de campeão da Volta. Este ano, de novo integrado na equipa mais antiga equipa do mundo, a portuguesa Palmeiras Resort/Prio/Tavira, David Blanco está entre o lote dos favoritos à vitória final no pelotão que engloba 144 ciclistas de 16 equipas.

Mapa de dificuldades

A Volta vai começar com um Prólogo disputado em Viseu. O grande “circo” do ciclismo vai começar por invadir Viseu quando, na quarta-feira, 4 de Agosto, se disputar o Prólogo que vai dar início ao primeiro escalonamento dos valores em competição. Serão cinco quilómetros e meio discuti dos em sistema de contra-relógio individual.
Após uma neutralização que levará a caravana às faldas da Serra da Estrela, a Volta terá a primeira etapa a sair de Gouveia. Este será um dia longo catalogado à partida como de média dificuldade e vai obrigar o pelotão a percorrer 188 Km até atingir a meta em Oliveira de Azeméis.
Ao terceiro dia de competição reservado para a segunda etapa em linha, a Volta partirá de Aveiro em direcção a Santo Tirso e concretamente ao Monte de N. Sr.ª. da Assunção onde estará a meta. Vão pedalar-se pouco mais de 152 Km mas efectivamente devido à presença da montanha será nesta tirada que a Volta vai começar a sério. No dia seguinte, ainda com a caravana a animar Santo Tirso, discute-se a terceira etapa que irá colocar a cidade de Viana do Castelo novamente no mapa da Volta. Esta será uma etapa de dificuldade média com quase 174 Km, na véspera da primeira grande selecção de valores na alta montanha.
Na quarta etapa com a subida ao alto da Sr.ª da Graça, em Mondim de Basto, começam outras e grandes dificuldades. O dia vai começar em Barcelos e após abraçar a região do Gerês com um sobe e desce constante, a coluna colorida estará nos arredores da vila de Mondim a olhar para o topo do Monte Farinha, nome pelo qual também é conhecido o local onde se encontra um dos finais de etapa com mais “afición” ciclista. Fazem parte desta etapa que antecede o dia de repouso da Volta duas contagens de montanha de primeira categoria.
A jornada de descanso irá acontecer, este ano, em Fafe. Para segunda-feira, 9 de Agosto, está marcada mais uma “Etapa da Volta RTP”, iniciativa dedicada aos cicloturistas e amantes da bicicleta.
A segunda fase da Volta começará a 10 de Agosto com a partida da quinta etapa em Fafe. Será mais um dia de muitas dificuldades com cinco contagens de montanha, a última das quais a surgir na própria linha de meta da difícil chegada a Lamego. A estreia de Moimenta da Beira no percurso da Volta a Portugal vai acontecer no arranque da sexta etapa quando o pelotão iniciar a jornada mais longa desta edição. Vão cumprir-se 221 Kms até à chegada a Castelo Branco.

Subida de Seia “queima” últimos cartuchos

Na sétima etapa a caravana sairá de Idanha-a-Nova, na zona raiana, para alcançar o ponto mais alto de Portugal Continental. O trajecto selectivo de 168 Km, a culminar na Torre (Seia), na Serra da Estrela, com uma contagem de Categoria Especial, ajudará a definir o grupo de corredores que ainda podem aspirar ao triunfo na prova. Esta etapa promete uma grande componente de espectáculo assistido ao vivo por milhares de pessoas espalhadas pelos principais locais de referência da subida à Torre. Nesta tirada, os ciclistas vão ter pela frente uma das mais difíceis escaladas que existem em Portugal. Trata-se do troço que liga Seia ao alto da Torre, numa distância de mais de 26 quilómetros em que serão certamente queimados os últimos cartuxos.
Os ciclistas entrarão no concelho de Seia nas Pedras Lavradas (15h17), deslocando-se para Vide (15h45), subindo depois pela EN338 até à Portela do Arão (16h06), descendo depois para Valezim (16h20), São Romão (16h25), Seia (16h25), onde estará instalada uma meta-volante. A subida para a consagração final tem início na rotunda do Tribunal (16h31), seguindo depois pela Praça da República, Aldeia da Serra (16h36), Sabugueiro (16h48), Lagoa Comprida (17h02), Cruzamento da Torre (17h18), até à meta final, instalada no alto da Torre (17h20).
Depois da alta montanha, o percurso da Volta dará algumas tréguas aos “bravos do pelotão” durante a oitava etapa. De Oliveira do Hospital a Oliveira do Bairro serão percorridos praticamente 170 Km com uma única contagem de terceira categoria. Sem tempo para ir a banhos, apesar de estar pertíssimo da praia de Pedrógão, o pelotão vai fazer na nona etapa mais um contra-relógio. Apesar de ser um “crono” individual em nada será igual ao de Viseu tendo em conta a extensão e a dureza dos dias de prova que já ficaram para trás. O contra-relógio, no penúltimo dia de competição, com cerca de 35 Km e meio ligará Pedrógão ao centro de Leiria. Para fechar o percurso e cumprir a extensão total da corrida, o pelotão terá de fazer, no último dia, 15 de Agosto, uma etapa em linha entre Sintra e Lisboa. Em plena avenida da Liberdade, no coração da capital portuguesa, estará encontrado o vencedor da 72ª Volta a Portugal em Bicicleta e os líderes das diversas classificações.

Etapa de Seia comentada por Joaquim Gomes

«Chegámos finalmente à etapa rainha da Volta a Portugal. Já nos habituamos a ser confrontados com esta etapa bem perto do final da prova. Os últimos 60 ou 70 quilómetros serão muito idênticos aos do ano passado com uma montanha de 1ª categoria já no concelho de Seia. A Portela do Arão fará a primeira grande selecção neste pelotão. Espero, enquanto director de prova, que o resultado da escalada final, naqueles mais de 25 quilómetros extremamente difíceis, não mate de vez, em termos de classificação geral individual, as expectativas em torno de quem será o vencedor desta edição da Volta a Portugal. Haverá ainda um contra-relógio por fazer e portanto era importante que, pelo menos no contra-relógio final da Volta, esta etapa da Torre, a etapa rainha da Volta a Portugal, não esclarecesse definitivamente quem são ou quem é o vencedor da Volta. Se imaginarmos que alguém se apresenta no alto da Torre com mais de três minutos de vantagem sobre os restantes e assume a liderança da prova, irá reduzir muito as probabilidades competitivas nas etapas que restam. Isso não seria bom para a Volta nem para o mediatismo da prova».
Refira-se que a Câmara Municipal de Seia assinou um protocolo com a PAD-Produção de Actividades Desportivas, para que a etapa da Torre passe a designar-se como “Etapa de Seia”. Para o efeito, nas próximas quatro edições a autarquia comprometeu-se a pagar 120 mil euros à empresa responsável pela organização da Volta a Portugal em Bicicleta, garantindo também desta forma a presença dos ciclistas no ponto mais alto de Portugal Continental.

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