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Associação Académica cria gabinete de apoio a alunos carenciados
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| Alunos do politécnico vão pagar o mesmo valor da propina |
A Associação Académica da Guarda (AAG) anunciou que no início do próximo ano lectivo vai criar um «gabinete de apoio urgente» para apoiar os alunos da instituição que estejam em dificuldades económicas. «A AAG vai fazer um levantamento junto dos serviços sociais dos alunos mais carenciados e vai encontrar maneira de os apoiar com alimentação e com outros bens materiais», anunciou Marco Loureiro, presidente da AAG. Segundo o responsável, esta é a resposta encontrada para fazer frente a eventuais dificuldades sentidas pelos alunos com as alterações que deverão ser introduzidas à fórmula de cálculo para atribuição de apoios sociais aos estudantes mais carenciados. Marco Loureiro mostrou-se preocupado com as implicações da nova fórmula de cálculo criada pelo decreto-lei 70/2010, que entra em funcionamento a 1 de Agosto, e que «levará a que 20 mil alunos universitários que recebem bolsas de estudo, percam apoios». No caso do Instituto Politécnico da Guarda (IPG), instituição que no ano lectivo de 2009/2010 foi frequentada por cerca de 3900 alunos, o dirigente apontou que possui cerca de 700 bolseiros, temendo que com a nova medida «quase 400 posam ficar sem bolsa de estudo». Marco Loureiro adiantou que, independentemente das «mexidas nas atribuições» das bolsas de estudo, tendo em conta a actual crise económica, «vão aparecer casos de alunos com dificuldades financeiras», o que justifica a criação do gabinete. O dirigente estudantil anunciou que, caso os valores das bolsas diminuam, a AAG promoverá no início do ano lectivo de 2010/2011 uma assembleia-geral de alunos para decidir formas de luta contestatárias. A título de exemplo, admitiu a possibilidade de os estudantes do IPG realizarem «uma greve conta a política do Governo relativamente às bolsas de estudo». Apontou que muitos alunos «ao ficarem sem bolsa, vão ter de desistir dos estudos ou congelar a matrícula». O presidente da AAG mostrou-se ainda satisfeito pelo facto de no próximo ano lectivo a presidência do IPG, liderada por Jorge Mendes, ter decidido pela manutenção do valor da propina de 820 euros, quando «todas as instituições aplicam a taxa máxima» de 986 euros. «É uma vitória no associativismo, conseguida pela AAG, num ano de crise», afirmou Marco Loureiro, reconhecendo que a medida poderá «trazer mais alunos» para o IPG.
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