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Autarca promete para breve uma decisão sobre o seu futuro político Eduardo Brito ainda não decidiu se avança para mais um mandato na Câmara de Seia
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| Presidente da Câmara de Seia quer debater estado geral do Distrito da Guarda |
Eduardo Brito promete para Setembro uma decisão sobre o seu futuro político à frente da Câmara Municipal de Seia. Para já, o autarca está à espera de «muito trabalho» nos últimos 12 meses que faltam para terminar o seu actual mandato. De entre os projectos a executar, o edil socialista começou por adiantar que a Variante à Cidade «começa a ser construída no mês de Agosto», devendo-se este atraso de um mês, segundo informou, à empresa vencedora do concurso público, por estar a terminar outra obra. Por outro lado, aponta como «grande objectivo» do ano o acompanhamento e o desenvolvimento dos projectos que contemplam a construção do itinerário complementar (IC) nº 6, desde Tábua à Covilhã, do IC7, entre Folhadosa/Torroselo e a A25, em Fornos de Algodres, e do IC37, entre Folhadosa/Torroselo e Viseu, um trabalho adjudicado à Projectope e que, diz, «estou a acompanhar». Outro objectivo a concretizar, ou no final deste ano ou no início do próximo, é a inauguração do novo edifício do Hospital de Seia, uma obra que poderá trazer à Cidade alguns membros do Governo liderado por José Sócrates. Pelo meio, Eduardo Brito vai também estar concentrado na preparação do orçamento da Câmara para o próximo ano, até porque alguns fundos comunitários já terão começado a ser decididos e atribuídos. Confrontado sobre se o próximo orçamento já inclui os grandes objectivos para um novo mandato autárquico, o Presidente da Câmara Municipal disse ao PE que «definirá um conjunto de estratégias» mas que tudo dependerá de «quem vai executar o mandato», sempre sob o desígnio da «mudança» e da «inovação» permanentes. Apesar de o Concelho «ficar no final deste mandato com os problemas estruturais praticamente resolvidos», excepto as acessibilidades, que «já estão assumidas», o autarca socialista disse que «há sempre coisas novas a fazer» e aponta a manutenção dos serviços do Círculo Judicial de Seia, a criação do Destacamento da GNR, «que também deverá ser resolvido até ao final do ano», a Saúde, agora com especial destaque para a remodelação do Centro de Saúde, e a decisão da mudança do Centro de Emprego e Formação Profissional como formas de «projecção e afirmação da Cidade» que «contribuem» para que o Concelho possa «gerar emprego e atrair empresas e investimento». Aliás, destacou o facto de estar em construção mais um pavilhão na zona industrial da Vila Chã e o início para breve de outro, «o que prova que estamos a fazer o nosso caminho, com luta».
Futuro por decidir Quanto ao futuro, Eduardo Brito escusou-se a comunicar a sua decisão. Promete fazê-lo, eventualmente, na festa que o Partido Socialista de Seia tem programada para o próximo dia 20 de Setembro, em São Martinho. «Obviamente, um político de craveira e de experiência como eu tem seguramente que saber o que é que quer fazer no plano político e no plano pessoal», referiu, não querendo, todavia, comunicar a sua decisão antes das férias. «Eu estou disponível para continuar a intervir politicamente e isso eu vou continuar a fazer. Agora, se o faço ao nível da Câmara ou noutro patamar, é uma questão que não está decidida». Definindo-se como um beirão de gema, diz: «Eu acredito nas vantagens do Interior e acho que nós temos que bater o pé e continuar a exigir ao poder central aquilo a que nós temos direito. E isso faz-se com políticos determinados. Nessa perspectiva, eu vou continuar este combate e enquanto tiver possibilidades e saúde fá-lo-ei», não dizendo se tal acontecerá na Câmara ou noutro local qualquer «ou em patamar nenhum», até porque, disse também, «hoje há muitas formas de comunicar e de fazer pressão», como os jornais e os blogues.
Debate público na Guarda com José Albano Marques Entretanto, salienta que a sua candidatura a presidente da Federação Distrital do PS é um sinal muito claro de que vai «continuar a intervir politicamente em favor do Interior do País, não do Partido Socialista». «O Partido Socialista resolve os seus problemas, tem condições de os resolver em favor das causas do Interior que nos mobilizam, exigindo do poder central que é preciso gastar mais dinheiro nesta zona, sob pena de o País se desqualificar e de se desequilibrar ainda mais do que está», referindo ainda que a sua intervenção na Federação tem esse objectivo, «ganhando ou perdendo». Apesar de apenas estar a pensar fazê-lo em Setembro, Eduardo Brito aproveitou a conversa com o PE para convidar José Albano Marques, seu adversário nas eleições, para um debate público na Guarda, aberto a toda a cidade, militantes ou não militantes. «Eu estou disponível para esse debate sobre o estado do Distrito e as soluções e não sobre o estado do Partido Socialista», adiantando que há que aproveitar a campanha eleitoral para a Federação para falar sobre o Distrito da Guarda e os seus problemas, sobretudo do desemprego e da desertificação, assim como da saúde e das acessibilidades. «São sobretudo as duas primeiras que são as determinantes do nosso futuro a curto e médio prazo, e eu quero debater isso publicamente e quero que o Distrito perceba com quem é que está a falar e que tipo de exigência nós estamos a trabalhar», explica o candidato, que, embora saiba que só os socialistas votam, assegura: «Nós dirigimos a nossa acção para o exterior».
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