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Hospital de Seia vai estar sem internamentos e cirurgias durante três meses
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| Proximidade do edifício velho com o novo obriga a encerrar internamento por questões de segurança |
As obras de requalificação do novo Hospital de Seia vão obrigar ao encerramento dos serviços de internamento e cirurgia de Outubro a Dezembro. Durante este período os doentes serão encaminhados, preferencialmente, para os hospitais da Guarda e de Viseu. Como a construção do novo edifício do Hospital Nossa Senhora da Assunção de Seia vai, em breve, entrar na sua última fase, o Conselho de Administração (CA) já está a programar a transferência dos serviços e o seu funcionamento até à conclusão das obras. Assim, por «razões de segurança» e considerando o «planeamento das obras» apresentado pela empresa construtora, o CA deliberou, no passado dia 18 de Julho, proceder ao encerramento dos serviços de internamento de Medicina Interna e de Cirurgia enquanto decorrerem as obras de demolição do velho edifício, construído em 1930, e os arranjos exteriores do novo edifício em construção, explicou Eduardo Silva, Presidente do Conselho de Administração da unidade de saúde, que adiantou ainda que a decisão foi tomada após o anúncio do empreiteiro de que, nessa fase, «não se responsabiliza por qualquer problema que ocorra, quer com doentes quer também com visitas». O fecho do internamento deverá ocorrer umas semanas antes do início da demolição, isto para que a direcção do Hospital não corra o risco, por exemplo, de chegar a 1 de Outubro e ter as camas todas ocupadas, o que certamente obrigaria o Hospital a alugar todas as ambulâncias então disponíveis para transportar os doentes para outros hospitais. O bloco operatório também não vai poder funcionar durante esses três meses, igualmente por razões de segurança, «devido a trepidações e ao pó, que poderia provocar infecções», frisou o administrador hospitalar, que aponta também como condicionante para a decisão o facto de a alimentação da energia ao novo edifício ser feita pelo contador da obra, uma vez que o novo posto de transformação «ainda está em fase de aprovação». «É muito movimento e não vamos arriscar a ter elevadores a funcionar e a decorrer uma intervenção cirúrgica e haver um corte de energia», esclareceu.
Serviço de Urgência, Laboratório e Raio-X estarão sempre a funcionar No entanto, o CA garante o funcionamento, sem interrupção, do Serviço de Urgência, do Laboratório de Análises Clínicas e do Raio-X, «que serão transferidos para os locais definitivos no novo edifício, embora com acesso temporário pelo piso -1», aproveitando-se o elevador e as escadas aí existentes – e não pela frente, enquanto estiverem a decorrer as obras finais. De acordo com Eduardo Silva, durante o período de encerramento os doentes assistidos no Serviço de Urgência e que necessitem de internamento «serão encaminhados para os hospitais da Guarda e de Viseu» e, caso seja necessário, para Tondela ou Coimbra. Para já, a direcção do Hospital ainda não tem uma data definida para iniciar a transferência dos serviços para o novo edifício e para a interrupção temporária do internamento, datas que «serão oportunamente definidas em conjunto com a equipa de fiscalização da obra e a empresa construtora». Contudo, o presidente do Conselho de Administração adianta que está «tudo preparado» em termos de equipamento, inclusive com as «notas de encomendas já feitas», aguardando as empresas fornecedoras apenas “luz verde” para a respectiva instalação. «A minha estimativa é que no final de Dezembro deste ano possamos voltar a ter todos os serviços já no novo edifício», refere Eduardo Silva. Por outro lado, e numa nota à comunicação social, o Conselho de Administração salienta que «continua a contar com a colaboração e compreensão da população servida pelo Hospital e de todos os seus colaboradores para que, em breve, todos venhamos a usufruir das melhorias merecidas e há tanto tempo aguardadas». Recorde-se que as obras de requalificação do Hospital têm por objectivo a construção de um novo edifício que está a ser implantado nas traseiras do bloco mais antigo e que terá quatro pisos, onde serão reinstalados os serviços de urgência, os internamentos de medicina e cirurgia, bloco operatório, imagiologia, patologia clínica, cozinha, refeitório e armazéns, ficando ainda dotado de central de esterilização, sala de recobro e sala de cirurgia de ambulatório.
Investimento superior a oito milhões de euros O novo edifício, que envolve um investimento superior a 6,283 milhões de euros em obras e de dois milhões de euros em equipamento, está a ser construído, desde Setembro de 2006, pela “Constructora San José, SA”, e tem um prazo de execução de 540 dias. Criado em 1992, o Nossa de Senhora da Assunção é um hospital distrital de nível 1, abrangendo uma população de cerca de 50 mil habitantes dos concelhos de Seia, Gouveia e Fornos de Algodres; em 1994 passou a dispor de mais um edifício para os serviços administrativos e consultas externas. Contudo, pouco depois o conjunto das instalações revelou-se insuficiente e, em muitos casos, sem condições aceitáveis para poder funcionar. Em 2004, o Ministério da Saúde aprovou um novo programa funcional para a sua reconversão numa unidade «moderna, com novas valências e tecnologia de ponta», passando a dispor de 75 camas, mais 15 que actualmente. No ano passado, o Ministério anunciou que o Hospital passaria a fazer parte da Rede Nacional de Cuidados Continuados e, por isso, o Internamento de Agudos seria de 23 camas para a Medicina Interna (menos 12 que actualmente) e nove camas para a Cirurgia Geral (menos 16 que actualmente), surgindo como novidade o Internamento de Convalescença, com 20 camas para doentes em recuperação médica e internamento com duração máxima de 30 dias, o Internamento de Cuidados Paliativos, com 10 camas, e uma equipa de gestão de altas para gerir o movimento dos doentes entre os vários tipos de internamento.
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