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Eduardo Brito reivindica reforço de efectivos e comando da GNR
Face aos dados da Procuradoria-Geral da República, que apontam para uma subida da criminalidade na ordem dos 50 por cento na cidade de Seia, o presidente da Câmara reivindica mais efectivos da GNR e criação de um comando daquela guarda na cidade. «O comandante geral da GNR deveria pôr os olhos nesta estatística», disse Eduardo Brito. O autarca mostrou-se convicto de que a criminalidade em Seia (pequena criminalidade) «combate-se com a presença dos militares da GNR com mais efectivos e mais meios e não se pode resumir apenas a controlar a alcoolemia no centro da cidade, em pontos estratégicos». «Quem comanda as forças de segurança de Seia reside em Pinhel porque nem sequer comando de destacamento existe agora em Gouveia, de onde depende Seia», observou. Refira-se que o comandante de Gouveia, capitão Cunha Rasteiro, encontra-se em Lisboa em formação. Esta «ausência de comando tem que ser resolvida com a criação de um destacamento em Seia», para que se resolvam problemas como «a ausência de coordenação e comando na Serra da Estrela, que vai dar a vergonha e o caos que deu em anos anteriores». Considera ser «uma vergonha» o facto de «primeiro dependermos de Gouveia e da Guarda e agora de Pinhel. O autarca considera que «não pode haver um défice de militares em Seia, quando comparada com outras regiões do distrito da Guarda em que há um militar para quase 300 pessoas». «Em Seia essa relação é de um militar para 600 pessoas», afirmou. Por outro lado, defendeu a existência de «policiamento na rua durante a noite» e que a actividade das forças de segurança não se pode resumir apenas à fiscalização da alcoolemia nas estradas periféricas e no centro da cidade. Ao defender o reforço de efectivos da GNR, Eduardo Brito disse que Seia «está em franco desenvolvimento, como provam as estatísticas, com parâmetros em alguns campos muito próximos aos da Guarda, tem uma elevada população escolar, com ensino superior, e não pode ser tratada como o tem vindo a ser pelos mais altos comandos».
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